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Ouro fecha em alta de quase 3% com fala de Waller derrubando dólar e juros dos Treasuries
Resumo:Na Comex, metal para dezembro encerrou em alta de 2,84%, a US$ 4.539,9 por onça-troy
Na Comex, metal para dezembro encerrou em alta de 2,84%, a US$ 4.539,9 por onça-troy
O contrato mais líquido do ouro subiu quase 3% nesta quinta-feira (3) seguindo declarações do diretor do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller que reduziram as expectativas de aumento nos juros na próxima reunião de política monetária do BC americano.
Uma elevação da taxa que vinha sendo precificada para setembro desde a última sexta-feira (28) agora é menos provável na visão do mercado, contribuindo para a queda do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, ambos movimentos que beneficiaram o metal.
Nesta sexta-feira (4) as atenções se voltam para a divulgação do payroll de agosto.
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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 2,84%, a US$ 4.539,9 por onça-troy. A prata para dezembro avançou 3,42%, a US$ 67,07 por onça-troy.
Waller afirmou que a autoridade monetária pode esperar mais uma reunião antes de alterar os juros, diante dos sinais recentes de desinflação, mas reiterou que apoiaria uma alta caso esse movimento seja revertido nos dados de agosto.
A reação relativamente rápida e notável do mercado aos comentários mais recentes do Fed sugere que os investidores já estavam céticos quanto às intenções do banco central de avançar com uma política mais restritiva ainda neste mês, avalia a Stifel Economics.
Vale lembrar que, embora à primeira vista pareçam sinalizar uma postura mais agressiva, as declarações do presidente Kevin Warsh em Jackson Hole não apresentaram um plano concreto - nem mesmo um cronograma geral - para a necessária melhora da inflação antes de se iniciar um ciclo de elevação das taxas de juros, pontua.
Os participantes do mercado interpretaram as falas do presidente no sentido de que seria necessária uma melhora no curto prazo, caso contrário, haveria um aumento das taxas, possivelmente já na reunião de 16 de setembro.
No entanto, trata-se de um Fed que, há anos, tem demonstrado tolerância a pressões inflacionárias acima da meta, o que enfraquece qualquer sinalização implícita de urgência, conclui.
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