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Ibovespa interrompe série de altas e cede puxado por Vale; dólar sobe
Resumo:Investidores digerem também dados econômicos em solo nacional e no exterior, enquanto relatório de empregos fora do setor agrícola nos EUA está previsto para sexta-feira (4)
Investidores digerem também dados econômicos em solo nacional e no exterior, enquanto relatório de empregos fora do setor agrícola nos EUA está previsto para sexta-feira (4)
O Ibovespacede durante a tarde desta quinta-feira (3) diante de dados econômicos mundo afora que moldam os humores do trade brasileiro - além da queda em ações importantes, como as da Vale -, interrompendo a movimentação de lucros que vinha se fortalecendo há quase 12 pregões.
Digerindo o PMI de serviços, somado à expectativa do relatório de empregos não-agrícolas nos EUA e expectativa sobre novas pesquisas eleitorais no Brasil, investidores apresentaram maior apetite por risco durante a manhã, com o índice chegando a operar acima do 1%, aos 188,8 mil pontos.
Essa teria sido a 12ª alta consecutiva do Ibovespa se o índice não tivesse interrompido o ímpeto e passado a cair 0,19%, aos 184,8 mil pontos, por volta das 13h30 (de Brasília).
Às 15h14, o índice continuou em movimento de queda, cedendo 0,14%, ainda no patamar de 184 mil pontos.

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Odólar, por sua vez, sobe ante o real, na contramão da queda da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, com investidores no Brasil à espera de nova pesquisa sobre a corrida presidencial.
À tarde, o dólar à vista subia 0,16%, a R$ 5,09 na venda. Lá fora, o índice DXY, que mede a força da moeda perante uma cesta de demais moedas fortes, cedia 0,70%, aos 98,89 pontos.
Na sessão anterior, o dólar à vista encerrou com queda de 0,91%, aos R$ 5,1065. Mais cedo, o Banco Central realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.
Já nas ações de peso do mercado brasileiro, a Vale caía 3,34%, cotada a R$ 78,06 por ação. A empresa segue o movimento contrário do minério de ferro em Dalian, na China.
Os contratos futuros da commodity subiram 2,17%, para US$ 99,40 por tonelada, influenciados pelos sinais de alívio nas restrições ao fornecimento de carvão de coque e uma retomada na atividade dos altos-fornos, o que aponta por uma melhora na demanda das siderúrgicas.
Os papéis preferenciais da Petrobras, por sua vez, cedem mais de 1%, cotados a R$ 47,71, enquanto as ordinárias da petroleira cediam 1,7%, vendidas a R$ 52,60.
O resultado no pregão reflete o ritmo do petróleo no exterior. Os preços do Brent cedem na tarde desta quinta-feira (3).
Investidores seguem apreensivos após os EUA e Irã trocarem a maior série de ataques desde julho, mas as tensões parecem não ter força sobre os barris.
Durante a tarde, a commodity do tipo Brent cedia entre 0,43%, a US$ 95,30, enquanto a comercializada na Nymex, WTI, subia 0,10%, a US$ 91,10.
Em alta, mas sem grandes indicadores para puxar as ações, o Itaú Unibanco tenta sustentar o Ibovespa nesta quinta. Há pouco, a empresa do setor financeiro subia cerca de 0,92%, cotada a R$ 41,78.
A nova pesquisa Datafolhasobre o cenário eleitoral deve concentrar as atenções nesta quinta-feira, a partir das 19h15, enquanto no exterior investidores aguardam com cautela dados sobre o mercado de trabalho norte-americano.
O levantamento será divulgado na esteira da pesquisa Quaest divulgada na véspera, que mostrou que a vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caiu em um potencial segundo turno da eleição presidencial de outubro.
Nos EUA, todos os olhos estão agora voltados para o relatório de empregos fora do setor agrícola dos Estados Unidos, a ser divulgado na sexta-feira, com expectativa de abertura de 56 mil empregos após o fechamento inesperado de 23 mil postos de trabalho em julho, com a taxa de desemprego se mantendo em 4,1%.
Os mercados monetários atualmente atribuem cerca de 60% de probabilidade de um aumento dos juros pelo Fed neste mês, ante menos de 40% há uma semana.
Já a atividade de serviços do Brasil voltou a crescer em agosto após um tropeço em julho conforme as novas encomendas e o emprego se estabilizaram, enquanto a confiança aumentou, de acordo com a pesquisa PMI(Índice de Gerentes de Compras).
O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, subiu a 50,5 em agosto de 49,7 em julho, voltando a ficar acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Neste ano, apenas julho apresentou retração da atividade.
Apesar da melhora no setor de serviços, a atividade no setor privado brasileiro permaneceu em contração, pressionada pela retração na indústria. O PMI Composto subiu a 49,1 em agosto, de 48,8 em julho, mas seguiu abaixo da marca 50 pelo segundo mês seguido.
“Para a economia como um todo, o setor de serviços ofereceu algum suporte, mas o setor privado permaneceu sob pressão devido à fraqueza da indústria de transformação. Uma recuperação provavelmente dependerá de uma demanda mais forte, da redução das pressões inflacionárias e de uma maior disposição das empresas para investir e contratar”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.
*Com informações da Reuters
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