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Bolsas de NY fecham em forte queda com tombo de techs e balanços no radar
Resumo:O Nasdaq recuou 1,40%, encerrando nos 25.520,24 pontos, e acumulando perdas de 2,9% na semana
As bolsas de Nova York fecharam em forte baixa nesta sexta-feira 17, refletindo os temores dos investidores com gastos exacerbados em inteligência artificial (IA) e derrubando o setor de tecnologia.
O Dow Jones teve baixa de 0,77%, nos 52.146,39 pontos, e cedeu 0 93% na semana. O S&P 500 caiu 1,01%, em 7.457,67 pontos, com queda de 1,55% na semana. O Nasdaq recuou 1,40%, encerrando nos 25.520,24 pontos, e acumulando perdas de 2,9% na semana.
O Nasdaq, que concentra empresas de semicondutores foi o mais penalizado na sessão. Papéis do setor como Intel e AMD perderam 2% e 1,03%, respectivamente. Pela manhã, a Apple (+0,14%) chegou a ultrapassar a Nvidia (-2,21%) como empresa mais valiosa do mundo em meio ao tombo generalizado de ações de IA, mas a gigante de chips recuperou o posto ao longo do pregão.
Já as petrolíferas ExxonMobil e Chevron avançavam cerca 1% e 2%, respectivamente, diante da força do petróleo, que encerrou a semana em alta de cerca de 15%.
A Netflix, que decepcionou com balanço na quinta, tombou 7,26%, enquanto a SpaceX derreteu mais de 5%, levando a fabricante de foguetes de Elon Musk a apagar quase US$ 1 trilhão em valor de mercado desde que atingiu sua máxima histórica.
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O setor de tecnologia despontou como o principal destaque de Wall Street no primeiro semestre de 2026. Apesar da recente liquidação das ações, as gigantes do setor ainda acumulam ganhos expressivos no ano, levando o índice MSCI World Information Technology a avançar mais de 20% no período.
Na próxima semana, Alphabet (-2,17%) e Tesla (-2,63%) estarão entre os grandes nomes que divulgam seus resultados corporativos do trimestre. No geral, além dos bancos – que se beneficiaram do financiamento do boom da IA por meio de ofertas de ações, emissão de títulos e IPOs – e das empresas de energia, que lucraram com a crise energética impulsionada pela guerra no Irã, esta temporada de resultados não será fácil, alerta o Swissquote Bank.
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