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Ibovespa Futuro ensaia recuperação de olho em tensões entre Irã e Israel
Resumo:Tensões no Oriente Médio pressionam mercados e reacendem alerta inflacionário
O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (8), ensaiando uma recuperação após o índice à vista fechar abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro na última sexta-feira, apesar do aumento da aversão a risco diante da escalada das tensões geopolíticas entre Irã e Israel, que impulsiona o petróleo e reforça preocupações com inflação global e juros mais altos. Às 9h01 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho subia 0,41%, aos 170.205 pontos.
Contudo, a aversão a risco diminuiu uma vez que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda que Israel e Irã estão buscando um cessar-fogo imediato, em meio à retomada dos confrontos entre os dois países e às negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Em publicação na Truth Social, Trump declarou que os dois lados querem uma interrupção imediata das hostilidades. “Israel e Irã estão procurando um cessar-fogo imediato”, escreveu. Segundo ele as negociações finais por um acordo de paz estão avançando, embora possam ser prejudicadas por “ignorância ou estupidez”.
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A projeção do mercado para a taxa Selic voltou a subir no Boletim Focus divulgado nesta segunda pelo Banco Central. A estimativa para os juros básicos ao fim de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano, enquanto a previsão para 2027 avançou de 11,25% para 11,50%.
Os preços do petróleo operavam em alta nesta segunda-feira, uma vez que renovados ataques israelenses contra o Irã e os novos ataques ao Líbano diminuíram as esperanças de um fim iminente para a guerra mais ampla, mas amenizaram os ganhos após a fala do presidente americano.
Israel afirmou nesta segunda-feira que atacou o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã, bem como alvos militares. Isso apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter supostamente dito ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para se abster de novos ataques.
Um funcionário da província disse à agência de notícias semi-oficial Fars, do Irã, que partes da unidade foram danificadas.
“Com a troca de tiros entre Irã e Israel, o mercado está preocupado com a possibilidade de os fluxos pelo estreito permanecerem restritos por mais tempo, elevando os preços do petróleo”, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.
Cerca de um quinto do suprimento diário mundial de petróleo e gás natural liquefeito normalmente passa pelo Estreito de Ormuz, ao largo do Irã.
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O Irã disparou mísseis contra Israel, colocando em risco um frágil cessar-fogo
O embaixador do Irã em Moscou foi citado na segunda-feira como tendo dito que o estreito seria aberto, mas sob novas condições a serem estabelecidas pelo Irã e Omã, incluindo uma taxa de trânsito.
Os ganhos de segunda-feira nos preços do petróleo apagaram as perdas de sexta-feira, quando os preços caíram devido às esperanças de uma redução no conflito entre os EUA e o Irã.
O Irã disparou uma salva de mísseis no domingo contra alvos israelenses em retaliação aos seus ataques ao Líbano.
Mesmo assim, Trump insistiu que um acordo para acabar com a guerra mais ampla continua bem próximo.
O Irã fez de um cessar-fogo com o Líbano uma condição para um acordo de paz com Washington. O Líbano e Israel disseram em 3 de junho que haviam concordado com um cessar-fogo após negociações em Washington.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,22%, S&P Futuro avançava 0,62% e Nasdaq Futuro tinha alta de 1,22%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar à vista operava com baixa de 0,04%, aos R$ 5,155 na venda.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com o Kospi, da Coreia do Sul, liderando as perdas, recuando mais de 8%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,37%, enquanto o CSI 300, da China continental, recuou mais de 2%. O Nikkei 225, do Japão, despencou 3,85%.
Os preços do petróleo sobem em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, com Irã e Israel trocando ataques, o que elevou as preocupações com um cessar-fogo frágil e um conflito prolongado.
As cotações do minério de ferro na China caíram pela quarta sessão consecutiva, pressionados pelos altos estoques nos portos e pelas margens comprimidas das siderúrgicas.
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